Mal entendidos. Quanto dinheiro, amigos e relacionamentos perdidos devido a má interpretação do que foi dito ou escrito. Supunha-se que tendo tantos meios de nos comunicarmos, poderiamos desenvolver uma forma plena de interação sem tropeços. Pois não é o que acontece. Cada vez que uma forma de transmissão de idéias é criada, uma nova possibilidade de mal entendê-la surge.
Não saber o significado real das palavras é o entrave primordial. O brasileiro tem um problema crônico de interpretação de textos. E se tem gente que não entende direito quando a palavra é escrita com todas as letras, o que dirá quando recebe a informação de forma abreviada?
Pois é, graças aos comunicadores instantâneos, foi criada uma forma de escrita paralela denominada internetês, que apesar de encurtar e agilizar a comunicação, muitas vezes dá margem para mal entendidos, quando a pessoa que resolve fazer uso das abreviações não a utiliza forma coerente.
E isso é significativamente prejudicial quando utilizado no ambiente de trabalho. Pois com a utilização freqüente do msn, o internetês, que deveria ser uma forma de expressão entre jovens que falam sobre namoros e jogos, agora é usado em conversas sobre temas complexos que não comportam sem resumidos.
Mesmo para quem está acostumado com a brevidade dos comunicados, chega um momento que tem letra de menos para expressar coisas de mais. E aí o tempo que devia ter sido ganho, é perdido na repetição da mensagem.
Como vimos, a tecnologia não melhorou muito o entendimento entre as pessoas. Ainda mais com a popularização do Twitter, onde você precisa resumir sua mensagem em no máximo 140 caracteres.
Então entramos na questão que é um dos males do nosso tempo, que é a falta de... tempo. Na pressa médicos escrevem receitas cifradas, e-mails são redigidos com frases desconexas e palavras são decepadas na pronuncia. E isso gera prejuízos financeiros e sociais.
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